domingo, 17 de agosto de 2008
Diplô: A nuvem da informação
Onde achar? Nas bancas.
ou no original (em francês):
http://www.monde-diplomatique.fr/2008/08/LE_CROSNIER/16174
Alguns posts no blog "internet buzz" da Sandra Carvalho sobre computação em nuvens (cloud computing), a buzzword do momento:
http://info.abril.com.br/blog/internetbuzz/20080812_listar.shtml?101386
http://info.abril.com.br/blog/internetbuzz/20080808_listar.shtml?99577
http://info.abril.com.br/blog/internetbuzz/20080730_listar.shtml?97597
http://info.abril.com.br/blog/internetbuzz/20080627_listar.shtml?92400
Mais sobre a nuvem e as resistências a seu uso (da Linux Magazine):
Cloud Computing: Resistance is Pointless
domingo, 11 de maio de 2008
entrevista de Miguel Nicolelis à Caros Amigos
A Caros Amigos publica na edição de maio entrevista do neurocientista Miguel Nicolelis. Leia aqui trechos da entrevista.
links:
laboratório dirigido por Nicolelis na Duke University
Instituto Nacional de Neurociência de Natal
Neurolog: blog de Nicolelis
domingo, 11 de novembro de 2007
Desafio Urbano da DARPA
O campeão desta vez foi o Boss, da Carnegie Mellon/GM, que levou mais tempo para percorrer o trecho urbano que o Stanley Jr. da Universidade de Stanford, mas sagrou-se campeão pois foi mais aderente às regras da competição. Stanley, precursor de Stanley Jr., da Univ. de Stanford, foi o campeão do desafio off-road sem tráfego urbano realizado em 2005.
O campeonato faz parte de iniciativa da DARPA para desenvolver veículos de combate não tripulados. Espera-se que o esforço resulte também em aplicações civis.
Abaixo trechos de matérias no NY Times e New Scientist sobre o evento. Íntegra disponível (em inglês) nos sites dos veículos.
Crashes and Traffic Jams in Military Test of Robotic Vehicles, NY Times
Excerpts: A Pentagon-sponsored robot race at a former Air Force base here on Saturday revealed that computer-controlled vehicles, at least to date, have failings that are all too human.The contest, called the Grand Challenge and sponsored by the Defense Advanced Research Projects Agency, or Darpa, featured both robot collisions and robot traffic jams. Yet the event also demonstrated that the state of the art in robotics has reached the point where the most sophisticated autonomous vehicles can now drive comfortably and safely on a city course while surrounded by traffic and other obstacles.
- Source: Crashes and Traffic Jams in Military Test of Robotic Vehicles, John Markoff, NYTimes, 07/11/05
'Aggressive But Safe' SUV Wins Robotic Street Race, New Scientist
Excerpts: The race's objective - for the vehicles to finish without a dent, following California traffic rules precisely, within six hours - was daunting. A minor fender bender, the worst accident on Saturday, drew a collective gasp from hundreds of fans drawn to the abandoned base, situated about 80 miles (130 km) northeast of Los Angeles.Each robot vehicle appeared to have its own personality. The Carnegie Mellon/General Motors SUV rushed out of the starting gate, while Stanford's Volkswagen, named Junior, was more conservative.
- Source: 'Aggressive But Safe' SUV Wins Robotic Street Race, NewScientist, 07/11/05
terça-feira, 2 de outubro de 2007
aplicação de Sistemas Multiagentes: defesa
http://cs.gmu.edu/~mpotter/pubs/ppsn06.mov (8,7Mb)
ou http://cs.gmu.edu/~mpotter/pubs/ppsn06.avi (23Mb)
De autoria do grupo de pesquisa de M. Potter, co-autor do CCGA (Coevolutinary Cooperative Genetic Algorithm), um algoritmo genético coevolutivo.
Fuzzy Systems Engineering: Toward Human-Centric Computing
Teoria de conjuntos nebulosos é tema de livro publicado nos EUA
Acaba de ser lançado nos Estados Unidos pela editora Wiley, em colaboração com o Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), o livro Fuzzy Systems Engineering: Toward Human–Centric Computing, de autoria do professor Fernando Gomide, do Departamento de Engenharia de Computação e Automação Industrial (DCA) da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp. O professor Witold Pedrycz, da Universidade de Alberta, Canadá, é co-autor do livro, que em suas 526 páginas aborda a teoria de conjuntos nebulosos.
Teoria surgiu em 1965 nos EUA
A noção de conjuntos nebulosos surgiu para ampliar a teoria e metodologia e solucionar problemas em áreas da engenharia elétrica e de computação relacionadas a sistemas inteligentes, inteligência artificial, sistemas de processamento de informação e de decisão.
Para explicar do que trata a teoria que surgiu em 1965, criada pelo professor Lotfi Zadeh, da Universidade da Califórnia, Berkeley, e que deu origem ao Fuzzy Systems Engineering, o professor Gomide lança mão de analogias. Segundo ele, a questão nasce do debate entre o ser ou não ser cartesiano.
Na opinião do docente, as ciências são essencialmente cartesianas – uma coisa ou é branca ou preta, verdadeira ou falsa, e não se contemplam as nuances. A observação mostra que as ocorrências não se dão somente dessa forma – o mundo admite verdades, falsidades, meias verdades, meias falsidades etc.
Por exemplo, pela teoria clássica dos conjuntos, um copo estará cheio ou vazio, sem toda a gama de possibilidades intermediárias, incluindo o caso de meio cheio ou meio vazio, como um copo com água pela metade. Estas variações, não-contempladas pela teoria clássica dos conjuntos, passaram a ser abordadas com a utilização da teoria dos conjuntos nebulosos, referência à palavra inglesa fuzzy, que sugere a idéia de transição gradual entre o ser e o não ser (a transição de um copo vazio a um copo cheio de água é gradual), pertencer ou não pertencer a um conjunto (conjuntos dos copos cheios e conjunto dos copos vazios) etc.
Isso permite, explica o docente, a representação formal de grandezas e conceitos imprecisos e incertos, de pertinência gradual, e abre mão da dicotomia cartesiana. Até recentemente, não se tinha um aparato formal para tratar dessas questões.
Essa representação matemática é usada, diz Gomide, em um sistema de computação para modelar e controlar processos, para analisar informação e tomar decisão, ou fazer um robô navegar de forma autônoma utilizando sensores e visão computacional. O pesquisador acrescenta, com certa ironia: "dá respostas precisas para fenômenos imprecisos, por paradoxal que possa parecer".
A respeito da obra, Gomide diz que o livro trata dos princípios básicos da teoria dos conjuntos nebulosos e se estende por alguns estudos de caso feitos por ele e outros pesquisadores. "Vários capítulos transpiram as pesquisas que realizamos e apresentam em primeira mão trabalhos ainda não divulgados em periódicos. Consideramos a obra consistente com o estado da arte".
Embora a publicação tenha como alvo a engenharia elétrica, computação e áreas correlatas, atende também os interesses de áreas como logística, gestão, transporte, modelagem, controle e otimização de processos industriais, economia e biologia.
Modelos econômicos e biológicos se encaixam no contexto de sua abordagem, pois utilizam noções e conceitos relacionando variáveis cujos valores não são necessariamente precisos. Para o autor, com os sistemas nebulosos podem ser criados os chamados modelos lingüísticos. Se um sistema tiver seu funcionamento descrito lingüisticamente, a descrição pode ser traduzida em algoritmos utilizando a teoria dos conjuntos nebulosos, o que possibilita seu uso computacional.
A teoria de conjuntos nebulosos tem importância considerável na sumarização e compactação de informação. Gomide explica: "Ao avaliar o conforto térmico de um ambiente, geralmente, atribuímos a ele sensações como muito frio, frio, agradável, quente, muito quente. Termos lingüísticos como 'agradável', por exemplo, encapsulam um número grande de valores de temperatura, compactando e sumarizando a informação".
A teoria de conjuntos nebulosos permite, continua o docente, representar termos lingüísticos matematicamente através de funções de pertinência, que na realidade são sinônimos de conjuntos nebulosos, e processar conhecimento lingüístico. "Com isso, obtemos mecanismos e algoritmos para computar com palavras, variáveis com valores imprecisos e implementar procedimentos de raciocínio aproximado. Obtém-se, assim, maior tratabilidade e robustez na solução de problemas complexos".
O convite – Fernando Gomide lembra que, a partir de meados da década de 90, as atividades com inteligência artificial se intensificaram na FEEC. Desde então, aumentaram as participações em congressos, surgiram oportunidades de desenvolvimento de trabalhos de cooperação com o exterior e adensaram-se as relações com a comunidade internacional.
Esse contexto possibilitou que, ao fazer a sugestão da publicação da obra à editora, a comunidade científica internacional lhe associasse também o nome do professor Fernando Gomide e do seu colega canadense Witold Pedrycz, com quem comunga pontos de vistas comuns.
Convidados pela editora, os autores apresentaram projeto aprovado por revisores internacionais, a exemplo do que ocorre com os artigos submetidos a periódicos, e executaram a obra em cerca de dois anos. O professor Gomide entende que o delinear desse caminho envolve muitos atores: os colegas de departamento, da FEEC e da Unicamp como um todo, alunos de graduação e pós-graduação, a Fapesp, o CNPq, além da família e amigos.
Em relação à obra, o autor enfatiza: "Hoje, até onde vai meu conhecimento, não existe algo no gênero, porque os livros em circulação estão um pouco defasados. Estamos próximos do estado de arte e talvez nos mantenhamos assim por uns dois anos, pois previsões para além são difíceis", constata.
A abordagem está voltada para a desmistificação, apresenta muitos exemplos que ajudam a compreensão, sempre que possível introduz algoritmos para mostrar a aplicação prática, foi organizada de forma distinta do usual e traz uma bibliografia bastante atualizada.
Ele considera que o aspecto didático é fundamental em uma obra produzida por um professor: "É um livro escrito para alunos, profissionais e professores que querem estudar, aprender o assunto e aplicar os conceitos e idéias nas respectivas áreas de interesse. Contém itens com abordagens mais avançadas para estimular a pesquisa e o desenvolvimento, mas na essência trata-se de um livro-texto", afirma.
Projetada para utilização nos últimos anos de cursos de graduação e no inicio da pós-graduação em engenharia e áreas correlatas, a obra exige conhecimentos básicos de cálculo e álgebra linear inerentes a esses cursos e áreas afins.
fonte: Jornal da Unicamp
quinta-feira, 26 de julho de 2007
G1: Gato robótico é capaz de expressar emoções
Gato robótico é capaz de expressar emoções
Máquina desenvolvida na Holanda melhora interação entre robôs e humanos.
Entre as 22 emoções pré-definidas estão raiva, esperança, medo e alegria.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Le Monde: Os robôs estão aprendendo as emoções humanas
O artigo cita a HUMAINE, rede de pesquisa criada na Europa para congregar interessados no assunto:
http://emotion-research.net/
Os robôs estão aprendendo as emoções humanas
As próximas gerações de autômatos serão capazes de reconhecer e manifestar emoções; os primeiros deverão surgir por volta de 2010
De Pierre Le Hir
Vamos imaginar uma pequena cena da vida cotidiana. Estressado por uma jornada estafante, você retorna do trabalho de péssimo humor. Tom, o seu robô doméstico, que percebeu a sua contrariedade, se desdobra para lhe fazer todas as gentilezas possíveis: ele entoa uma música alegre, ensaia alguns passos de dança próprios para incitá-lo a dar boas gargalhadas, aproxima-se de você para massagear as suas costas. Mas, decididamente furioso, você lhe dá um chega para lá, com um brutal: "Me deixe em paz!" Magoado, Tom cruza os braços e sai da sala para remoer a sua tristeza num canto. Daqui a pouco -dentro de mais alguns anos, não mais-, esta situação não terá mais nada de futurista.
Tradução: Jean-Yves de Neufville
continua no UOL (para assinates)
ou no original em francês (2 euros)
Les robots apprennent les émotions humaines
Par Pierre Le Hir
Source : LE MONDE
Taille de l'article : 870 mots
Extrait : Des automates capables de détecter et d'exprimer des affects sont en gestation dans les laboratoires. Bruxelles vient de lancer un programme de recherche. Petite scène de la vie quotidienne. Stressé par une journée éprouvante, vous rentrez du travail de méchante humeur. Tom, votre robot domestique, qui a perçu votre contrariété, fait assaut de prévenances : il entonne une chansonnette joyeuse, esquisse quelques pas de danse propres à vous dérider, s'approche pour vous masser le dos. Décidément furibard, vous le rembarrez d'un brutal : « Fiche-moi la paix ! » Peiné, Tom croise les bras et s'en va bouder dans un coin. D'ici peu - quelques années tout au plus -, ce scénario n'aura plus rien de futuriste.