sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Nicolelis no Roda Viva - segunda-feira, 10 de novembro de 2008 às 22h10

Entrevista com Miguel Nicolelis na TV Cultura, segunda à noite. Também transmitido pela TV Brasil (geralmente no canal da educadora), TVE no Rio, TV Nacional em Brasília, ... só que com defasagem de 1/2 hora, a partir de 22h40.

É possível acompanhar pela internet, no site da TV Cultura.

Impressões de bastidores estão no Twitter: http://twitter.com/rodaviva ou no canal #rodaviva.


* Edição GRAVADA. Não aceita perguntas.
Miguel Nicolelis
neurocientista

Miguel Nicolelis é formado em medicina e doutorado em Fisiologia Geral pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em neurofisiologia nos Estados Unidos, onde vive há vinte anos. Professor titular de neurobiologia e engenharia biomédica na Universidade de Duke, ele lidera uma equipe de pesquisadores que desenvolvem pesquisas para int egrar cérebro humano e máquinas. Ele é responsável pelo desenvolvimento de um sistema que possibilita a movimentação de braços robóticos a partir de sinais cerebrais.

Os mais de duzentos estudos de Miguel Nicolelis em neurociência ampliaram o entendimento dos mecanismos cerebrais e a possibilidade de que cérebro e robôs possam trabalhar juntos. Esses estudos estão sendo levados a vários centros de pesquisas do mundo. No Brasil, ele criou o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra, em Natal, Rio Grande do Norte, destinado a desenvolver a pesquisa científica de ponta.

Participam como convidados entrevistadores:
Ulisses Capozzoli, editor chefe da revista Scientific American Brasil; Herton Escobar, repórter de ciência e meio ambiente do jornal O Estado de S. Paulo; Mariluce Moura, diretora de redação da revista Pesquisa Fapesp" - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo; Eduardo Geraque, repórter da editoria de ciência d o jornal Folha de S. Paulo.

Apresentação: Lillian Witte Fibe

O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h10.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
http://www.tvcultura.com.br/rodaviva




terça-feira, 4 de novembro de 2008

Nicolelis na Brasileiros e no Roda Viva

A revista Brasileiros publicou matéria sobre o Nicolelis, em abril:
http://www.revistabrasileiros.com.br/edicoes/9/textos/63/

Já o programa Roda Viva, da TV Cultura, gravou entrevista na semana passada, que ainda será exibida. Infelizmente não será ao vivo.

domingo, 17 de agosto de 2008

Diplô: A nuvem da informação

No Le Monde Diplomatique (ou Diplô) deste mês de agosto, a tradução do artigo de Hervé la Crosnier: "A nuvem da informação: a internet em disputa", que argumenta como "a independência das pessoas, das empresas e até das nações não se mede mais somente pelos territórios, pela geografia e pelo espaço coletivo, mas também pelas relações que elas mantêm com essa nova usina de produção "imaterial", disputada a ferro e fogo pelos grandes provedores da internet".

Onde achar? Nas bancas.
ou no original (em francês):
http://www.monde-diplomatique.fr/2008/08/LE_CROSNIER/16174

Alguns posts no blog "internet buzz" da Sandra Carvalho sobre computação em nuvens (cloud computing), a buzzword do momento:

http://info.abril.com.br/blog/internetbuzz/20080812_listar.shtml?101386
http://info.abril.com.br/blog/internetbuzz/20080808_listar.shtml?99577
http://info.abril.com.br/blog/internetbuzz/20080730_listar.shtml?97597
http://info.abril.com.br/blog/internetbuzz/20080627_listar.shtml?92400

Mais sobre a nuvem e as resistências a seu uso (da Linux Magazine):
Cloud Computing: Resistance is Pointless

domingo, 11 de novembro de 2007

Desafio Urbano da DARPA

Terminado o desafio urbano da DARPA, de carros não tripulados capazes de dirigir por 60 milhas (100 quilôemtros) a até 30 milhas/hora (48 km/h), em uma cidade com outros veículos, obedecendo as regras de trânsito da California. O desafio aconteceu de 26 de outubro a 3 de novembro em uma base da Força Aérea na California, utilizada para treinamento de operações urbanas.

O campeão desta vez foi o Boss, da Carnegie Mellon/GM, que levou mais tempo para percorrer o trecho urbano que o Stanley Jr. da Universidade de Stanford, mas sagrou-se campeão pois foi mais aderente às regras da competição. Stanley, precursor de Stanley Jr., da Univ. de Stanford, foi o campeão do desafio off-road sem tráfego urbano realizado em 2005.

O campeonato faz parte de iniciativa da DARPA para desenvolver veículos de combate não tripulados. Espera-se que o esforço resulte também em aplicações civis.

Abaixo trechos de matérias no NY Times e New Scientist sobre o evento. Íntegra disponível (em inglês) nos sites dos veículos.


Crashes and Traffic Jams in Military Test of Robotic Vehicles, NY Times

Excerpts: A Pentagon-sponsored robot race at a former Air Force base here on Saturday revealed that computer-controlled vehicles, at least to date, have failings that are all too human.

The contest, called the Grand Challenge and sponsored by the Defense Advanced Research Projects Agency, or Darpa, featured both robot collisions and robot traffic jams. Yet the event also demonstrated that the state of the art in robotics has reached the point where the most sophisticated autonomous vehicles can now drive comfortably and safely on a city course while surrounded by traffic and other obstacles.


'Aggressive But Safe' SUV Wins Robotic Street Race, New Scientist

Excerpts: The race's objective - for the vehicles to finish without a dent, following California traffic rules precisely, within six hours - was daunting. A minor fender bender, the worst accident on Saturday, drew a collective gasp from hundreds of fans drawn to the abandoned base, situated about 80 miles (130 km) northeast of Los Angeles.

Each robot vehicle appeared to have its own personality. The Carnegie Mellon/General Motors SUV rushed out of the starting gate, while Stanford's Volkswagen, named Junior, was more conservative.


terça-feira, 2 de outubro de 2007

aplicação de Sistemas Multiagentes: defesa

Vídeo com aplicação de Sistemas Multiagentes na defesa de um recurso (um pilar). As imagens são auto explicativas mas vale ressaltar que é muito interessante como os defensores bloqueiam o invasor e se auto organizam com a entrada/saída de novos defensores.

http://cs.gmu.edu/~mpotter/pubs/ppsn06.mov (8,7Mb)
ou http://cs.gmu.edu/~mpotter/pubs/ppsn06.avi (23Mb)

De autoria do grupo de pesquisa de M. Potter, co-autor do CCGA (Coevolutinary Cooperative Genetic Algorithm), um algoritmo genético coevolutivo.

Fuzzy Systems Engineering: Toward Human-Centric Computing

Professor lança obra sobre inteligência computacional e sistemas voltados para a solução de problemas de engenharia

Teoria de conjuntos nebulosos é tema de livro publicado nos EUA

CARMO GALLO NETTO

O professor Fernando Gomide da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação: debate entre o ser ou não ser cartesiano (Foto: Antôninho Perri) Acaba de ser lançado nos Estados Unidos pela editora Wiley, em colaboração com o Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), o livro Fuzzy Systems Engineering: Toward Human–Centric Computing, de autoria do professor Fernando Gomide, do Departamento de Engenharia de Computação e Automação Industrial (DCA) da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp. O professor Witold Pedrycz, da Universidade de Alberta, Canadá, é co-autor do livro, que em suas 526 páginas aborda a teoria de conjuntos nebulosos.

Teoria surgiu em 1965 nos EUA

A noção de conjuntos nebulosos surgiu para ampliar a teoria e metodologia e solucionar problemas em áreas da engenharia elétrica e de computação relacionadas a sistemas inteligentes, inteligência artificial, sistemas de processamento de informação e de decisão.

Para explicar do que trata a teoria que surgiu em 1965, criada pelo professor Lotfi Zadeh, da Universidade da Califórnia, Berkeley, e que deu origem ao Fuzzy Systems Engineering, o professor Gomide lança mão de analogias. Segundo ele, a questão nasce do debate entre o ser ou não ser cartesiano.

Na opinião do docente, as ciências são essencialmente cartesianas – uma coisa ou é branca ou preta, verdadeira ou falsa, e não se contemplam as nuances. A observação mostra que as ocorrências não se dão somente dessa forma – o mundo admite verdades, falsidades, meias verdades, meias falsidades etc.

Por exemplo, pela teoria clássica dos conjuntos, um copo estará cheio ou vazio, sem toda a gama de possibilidades intermediárias, incluindo o caso de meio cheio ou meio vazio, como um copo com água pela metade. Estas variações, não-contempladas pela teoria clássica dos conjuntos, passaram a ser abordadas com a utilização da teoria dos conjuntos nebulosos, referência à palavra inglesa fuzzy, que sugere a idéia de transição gradual entre o ser e o não ser (a transição de um copo vazio a um copo cheio de água é gradual), pertencer ou não pertencer a um conjunto (conjuntos dos copos cheios e conjunto dos copos vazios) etc.

Isso permite, explica o docente, a representação formal de grandezas e conceitos imprecisos e incertos, de pertinência gradual, e abre mão da dicotomia cartesiana. Até recentemente, não se tinha um aparato formal para tratar dessas questões.

Essa representação matemática é usada, diz Gomide, em um sistema de computação para modelar e controlar processos, para analisar informação e tomar decisão, ou fazer um robô navegar de forma autônoma utilizando sensores e visão computacional. O pesquisador acrescenta, com certa ironia: "dá respostas precisas para fenômenos imprecisos, por paradoxal que possa parecer".

A respeito da obra, Gomide diz que o livro trata dos princípios básicos da teoria dos conjuntos nebulosos e se estende por alguns estudos de caso feitos por ele e outros pesquisadores. "Vários capítulos transpiram as pesquisas que realizamos e apresentam em primeira mão trabalhos ainda não divulgados em periódicos. Consideramos a obra consistente com o estado da arte".

Embora a publicação tenha como alvo a engenharia elétrica, computação e áreas correlatas, atende também os interesses de áreas como logística, gestão, transporte, modelagem, controle e otimização de processos industriais, economia e biologia.

Modelos econômicos e biológicos se encaixam no contexto de sua abordagem, pois utilizam noções e conceitos relacionando variáveis cujos valores não são necessariamente precisos. Para o autor, com os sistemas nebulosos podem ser criados os chamados modelos lingüísticos. Se um sistema tiver seu funcionamento descrito lingüisticamente, a descrição pode ser traduzida em algoritmos utilizando a teoria dos conjuntos nebulosos, o que possibilita seu uso computacional.

A teoria de conjuntos nebulosos tem importância considerável na sumarização e compactação de informação. Gomide explica: "Ao avaliar o conforto térmico de um ambiente, geralmente, atribuímos a ele sensações como muito frio, frio, agradável, quente, muito quente. Termos lingüísticos como 'agradável', por exemplo, encapsulam um número grande de valores de temperatura, compactando e sumarizando a informação".

A teoria de conjuntos nebulosos permite, continua o docente, representar termos lingüísticos matematicamente através de funções de pertinência, que na realidade são sinônimos de conjuntos nebulosos, e processar conhecimento lingüístico. "Com isso, obtemos mecanismos e algoritmos para computar com palavras, variáveis com valores imprecisos e implementar procedimentos de raciocínio aproximado. Obtém-se, assim, maior tratabilidade e robustez na solução de problemas complexos".

O convite – Fernando Gomide lembra que, a partir de meados da década de 90, as atividades com inteligência artificial se intensificaram na FEEC. Desde então, aumentaram as participações em congressos, surgiram oportunidades de desenvolvimento de trabalhos de cooperação com o exterior e adensaram-se as relações com a comunidade internacional.

Esse contexto possibilitou que, ao fazer a sugestão da publicação da obra à editora, a comunidade científica internacional lhe associasse também o nome do professor Fernando Gomide e do seu colega canadense Witold Pedrycz, com quem comunga pontos de vistas comuns.

Convidados pela editora, os autores apresentaram projeto aprovado por revisores internacionais, a exemplo do que ocorre com os artigos submetidos a periódicos, e executaram a obra em cerca de dois anos. O professor Gomide entende que o delinear desse caminho envolve muitos atores: os colegas de departamento, da FEEC e da Unicamp como um todo, alunos de graduação e pós-graduação, a Fapesp, o CNPq, além da família e amigos.

Em relação à obra, o autor enfatiza: "Hoje, até onde vai meu conhecimento, não existe algo no gênero, porque os livros em circulação estão um pouco defasados. Estamos próximos do estado de arte e talvez nos mantenhamos assim por uns dois anos, pois previsões para além são difíceis", constata.

A abordagem está voltada para a desmistificação, apresenta muitos exemplos que ajudam a compreensão, sempre que possível introduz algoritmos para mostrar a aplicação prática, foi organizada de forma distinta do usual e traz uma bibliografia bastante atualizada.

Ele considera que o aspecto didático é fundamental em uma obra produzida por um professor: "É um livro escrito para alunos, profissionais e professores que querem estudar, aprender o assunto e aplicar os conceitos e idéias nas respectivas áreas de interesse. Contém itens com abordagens mais avançadas para estimular a pesquisa e o desenvolvimento, mas na essência trata-se de um livro-texto", afirma.

Projetada para utilização nos últimos anos de cursos de graduação e no inicio da pós-graduação em engenharia e áreas correlatas, a obra exige conhecimentos básicos de cálculo e álgebra linear inerentes a esses cursos e áreas afins.

fonte: Jornal da Unicamp

livro no site editora Wiley (sumário, índice e primeiro capítulo disponíveis)